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Quarta-feira, 07/12/2011 | 17h00 | Política
Santas questões incômodas
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O diligente Ministério Público Federal (MPF) ajuizou hoje três ações de improbidade administrativa contra o ex-secretário de Educação de Sergipe (governo de João Alves Filho), Lindbergh Gondim de Lucena e outros 15 ex-servidores da Secretaria de Estado da Educação (SEED), além de ONGs e seus representantes. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) a comprovar a existência de “direcionamento nas licitações para contratação dos convênios” serviram de base para o MPF deflagrar os processos.
Os relatórios apontariam desde ausência de alguns documentos exigidos em licitações a superfaturamentos que vão de cerca de R$ 9.600 a mais de R$ 210 mil. Teriam sido feitos ainda diversos pagamentos antecipados às ONGs vencedoras das licitações fraudadas – em vários cheques emitidos, não havia sequer a comprovação da destinação do pagamento.
Em outro caso relatado pela CGU ao MPF, teria ficado constatado que a SEED poderia ter reduzido as despesas com um “workshop” para professores, que teve menos inscritos do que o estimado, contudo, a secretaria optou por fazer o pagamento do valor total. Desta forma, um seminário que custaria R$ 346 por aluno inscrito, acabou custando R$ 1.244,39 por aluno, já que dos 615 previstos, apenas 250 efetivamente se matricularam e apenas 171 concluíram o curso.
Total da suposta “farra” na SEED no governo de João Alves Filho? Uma ninharia! Merece punição? Obviamente que sim – e a Justiça, se entender que há algo de ilegal, certamente punirá...
Agora, tratando sobre outra ONG: mais de R$ 30 milhões foram repassados pela Prefeitura de Aracaju, nas gestões de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, à Sociedade Eunice Weaver. Em 2009, após muita chorumela de alguns vereadores da oposição, os pagamentos à ONG foram suspensos e ela sofreu intervenção. De lá para cá, alguém ouviu falar em alguma ação de improbidade administrativa contra quem fez sumir pelo ralo da corrupção mais de R$ 30 milhões?
Porventura o assunto “não interessaria” nem à Controladoria-Geral da União (CGU) ou ao Tribunal de Contas da União (TCU), visto que parte significativa dos repasses à Sociedade Eunice Weaver era de recursos federais? Onde está o dinheiro desviado pela Sociedade Eunice Weaver? Por que pegar “peixes” pequenos e esquecer os “tubarões”? A quem interessa não punir as maracutaias realizadas na Prefeitura de Aracaju, desde 2003? Por que somente colocar o governo de João Alves Filho na berlinda, justamente quando o Negão desponta como favorito nas pesquisas, e esquecer a turma do poder?
Santas questões incômodas...

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Quarta-feira, 07/12/2011 | 16h00 | Sociedade
Porque sim, devemos regulamentar a maconha!
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A ignorância é a arma dos governantes: “Estou explicando para te confundir, estou te confundindo para te esclarecer! Ontem comecei a ler a revista TRIP número 200 no meu IPad, que traz FHC na capa: uma edição dedicada totalmente à maconha, seus usos e “frutos” – a inclusão da edição da revista Trip de 15 anos atrás com Tim Maia falando sobre a droga é impagável.
O ex-presidente do Brasil dá uma aula de como lidar, filosófica e sociologicamente, com a questão da maconha e as implicações por ainda não haver sua regulação no Brasil – atenção, não é le-ga-li-za-ção, mas regulamentação; ou seja, criar leis federais para reger a produção, comercialização e consumo, como se faz com os cigarros e o álcool.
Nesse sentido, o vídeo indicado no link (http://www.youtube.com/watch?v=snnJ0-VAETw&feature=share) contribui muito com o debate sério e isento que o assunto requer! Não devemos esquecer, estamos no Século XXI e o ser humano deve ser livre para fazer suas escolhas, inclusive no campos das drogas. Proibir o uso da maconha, está provado, não deu certo.
Talvez, como se fez com o álcool, o ideal seja mesmo criar um mercado controlado. Por fim, seria ótimo para a economia do país se a maconha fosse, finalmente, taxada.
Parabéns aos criadores do vídeo. Espero que curtam...
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PS - Para quem tem IPad, o APP da revista TRIP (gratuito) dá acesso às últimas seis edições da revista, de graça. Baixe e curta. São edições primorosas.

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