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Terça-feira, 06/12/2012 | 09h05 | Política
Por que o Negão incomoda tanto o deputado Almeida Lima?
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O deputado Almeida Lima diz ter assumido o compromisso consigo, com a sociedade e com a História, de que “nada ficará escondido”, no tocante à política recente de Sergipe. Políticos devem debater, denunciar, contestar, reverberar, contraditar, sugerir... Almeida Lima pede-me para aguardar, pois “temos muito tempo pela frente”.
O próprio Almeida Lima encarregou-se de antecipar o embate de 2012, quando passou a escrever e opinar na imprensa (direito dele, aliás), sobre líderes políticos com os quais já repastou num passado próximo, mas que hoje teriam, “em tese”, interesses partidários conflitantes. A política é assim...
Almeida Lima afirma que estou eu aperreado. Diz ainda que não perderei “absolutamente nada” por esperar. Motivo para tanto esparro? Ironizei-o no Twitter por certa afirmação, numa entrevista ao site Universo Político. A pérola merece ser reproduzida: “João Alves Filho faz crítica aos atuais gestores (governador Marcelo Déda e prefeito Edvaldo Nogueira), alegando, inclusive, que ambos estão destruindo nossa capital. Embora seja a afirmativa verdadeira, João Alves Filho não tem autoridade para (fazer) tal afirmativa, pois como prefeito e governador, DESTRUIU MAIS ARACAJU que os atuais gestores.”
Almeida Lima não é um político qualquer. Como senador, foi o único sergipano a presidir a poderosa Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. Por combater a “gloriosa” Ditadura Militar, o hoje deputado federal teve de esconder-se, para não ser preso e possivelmente torturado. Não consta que responda a processos por improbidade administrativa, apesar de ter sido (um bom) prefeito de Aracaju (1994/1996).
Desconheceria o prezado Almeida Lima que Aracaju tem duas fases: antes e depois de João Alves Filho? Certamente não, sobretudo pois, em 2002, estava ele candidato a senador numa chapa com... João Alves Filho e, justiça seja feita, trabalhou com afinco junto às lideranças comunitárias da capital para, naquele segundo turno, angariar votos decisivos para eleger o Negão governador.
À época, talvez, João Alves Filho ainda não tivesse tido o devido tempo para destruir Aracaju mais que os atuais gestores – ou, quem sabe, os belos olhos castanhos de Almeida Lima ainda não estivessem plenamente embotados pelo mel da... “mosca azul”.
Pimba! “Mosca Azul”. Eis a questão... João Alves Filho é hoje o nome preferido da população de Aracaju, não obstante ainda não se dizer candidato, para substituir o atual prefeito Edvaldo Nogueira, fato que apoquenta sobremaneira o ego de Almeida Lima: perder uma nova eleição (a terceira) para prefeito de Aracaju seria um desastre!
Ainda bem que o destemido deputado tem como ídolo basilar o filósofo grego Aristóteles, que dizia: “A esperança é o sonho do homem acordado.”
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O Negão (ainda) é a bola da vez – Parece que vive-se hoje o efeito “bateu, inchou”, que já fez de Jackson Barreto, atual desafeto de Almeida Lima, uma lenda política em Aracaju: quanto mais apanha dos adversários, quanto maiores sejam as críticas, ilações e perseguições, mais a população de Aracaju cristaliza a intenção de voto em João Alves Filho, conforme se pode deduzir a partir dos números da pesquisa do Instituto Opinião, realizada entre 02 e 03/12, e que foram divulgados hoje por Gilmar Carvalho, na Ilha FM.
Pesquisa do Instituto Opinião / Estimulada
João Alves Filho – 39,8%
Adelson Barreto – 14,70%
Valadares Filho – 10,3%
Rogério Carvalho – 8,90%
Almeida Lima – 7,05%
Ana Lúcia Menezes – 5,0%
Laércio Oliveira – 2,4%
João Fontes – 0,6%
Valmor Barbosa – 0,2%
Professora Avilete – 0,1%
Não sabem – 4,3%
Não votariam em nenhum dos nomes – 5,7%

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